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Material Didático 2014

Senhores pais, responsáveis e alunos.

Comunicamos que a compra, do material didático, só poderá ser feita pela internet.

Atualidades de História Geral

Introdução

Prof. Marcio Santos

Nos anos noventa do século XX, o Historiador e cientista político Francis Fukuyama escreveu um best seller que logo tornar-se-ia um clássico entre os estudiosos das Ciências Políticas, tanto por aqueles que defendem suas ideias quanto por aqueles que usam o autor para criticar seus apontamentos. No livro “O Fim da História?”, Fukuyama anunciava que, após a destruição do fascismo e a decadência do socialismo, estaria consolidado o triunfo da “democracia ocidental” sobre os demais sistemas existentes, ou seja, a vitória das democracias de mercado seria como uma espécie de ‘horizonte insuperável de nossa época’, onde todas as nações em algum momento de sua história chegariam, portanto, em tese, teríamos o encerramento dos grandes conflitos mundiais ocasionados por ideologias, visto que restaria apenas uma.

Passados mais de vinte anos após seu polêmico livro, observamos que mesmo tendo o socialismo fracassado na maioria dos países e aparentemente as opções políticas apontem para um caminho único, o das democracias liberais ocidentais, isso não impediu que uma série de conflitos e guerras pelos mais diferentes motivos tenham eclodido, e que mesmo a aparente falência do “socialismo real” baseado nas ideias de Marx, não significou o fim de sua existência, mas uma readequação de seus conceitos.

Abordaremos aqui alguns temas de ordem regional e global que continuam presentes nos noticiários e que fazem da História uma das ciências mais dinâmicas da humanidade, tendo suas previsões futuras mostrado ser tão imprevisíveis quanto um jogo de loteria. Afinal, quem poderia prever os atentados terroristas aos EUA em 2001 e a posterior guerra contra os fundamentalistas islâmicos, ou então as crises econômicas como a de 2008 que levou a falências e desemprego em escala global, ou a Primavera Árabe que vai alterar a política no já conturbado Oriente Médio, o ressurgimento da Rússia como potência regional e mesmo o advento das novas esquerdas latino-americanas.

É importante ressaltar neste novo cenário a participação que estão exercendo as novas mídias no engajamento as manifestações globais. As redes possibilitam trocas de informações e adesão em tempo real, principalmente naqueles países onde o novo instrumento de comunicação se populariza. Outro exemplo da importância da internet no campo geopolítico internacional está associado ao vazamento e compartilhamento de informações confidenciais de governos que podem ocorrer, como ficou evidente no caso do Ex-técnico da CIA Edward Snowden, causando sérios transtornos a diplomacia dos Estados Unidos.

O único determinismo aceitável para a História é o de que ela continua viva e imprevisível como sempre.

Crise na Ucrânia (Criméia)

A crise que se iniciou em 2013, após uma parte da população da Ucrânia não apoiar a entrada desse país na União Europeia procurando uma aproximação com a Rússia, tem suas raízes na extinta URSS que deixou de existir nos anos noventa, quando então a Ucrânia fazia parte da federação soviética. A região da Criméia é uma República autônoma da Ucrânia de maioria Russa e, com o agravamento das tensões, o presidente Russo Vladimir Putin resolveu intervir ajudando militarmente os separatistas da Criméia e enviando tropas. Com isso, comprou uma briga com o Ocidente, principalmente Estados Unidos e União Europeia, que se colocaram veementemente contra a intervenção e violação da soberania deste país, pois o separatismo já ameaça se espalhar por outras regiões do leste da Ucrânia. A tensão entre o ocidente e a Rússia lembra muito os conflitos ocorridos durante a Guerra Fria, apesar de que hoje o embate não é mais entre o socialismo e o capitalismo, mas sim sobre a influência de poder regional que a Rússia perdeu após o desmembramento de seu estado.

Qual o interesse russo na Crimeia?

(Portal G1 Mundo)

Para muitos russos, a Crimeia e sua “Cidade Heroica” de Sebastopol, da era soviética, sitiada pelos invasores nazistas, têm uma ressonância emocional muito forte, por já ter sido parte do país e ainda ter a maioria de sua população de origem russa.

A península fica em uma área estratégica do Mar Negro, muito próxima do sudoeste da Rússia. A maior parte da frota russa no Mar Negro está na Crimeia, com um quartel-general na cidade ucraniana de Sebastopol.


Primavera Árabe

O nome Primavera Árabe passou a ser utilizado para explicar a onda de protestos e revoluções que varreu o Oriente Médio no ano de 2010 e ainda prossegue em vários países. O movimento teve início na Tunísia e acabou com a derrubada do presidente que governava o país por mais de 20 anos. Entre as nações que participaram e participam da Primavera destacamos países como: Líbia, Síria, Egito, Marrocos, Omã, entre outros.

Uma das características principais do movimento foi a ampla utilização das redes sociais para divulgação das manifestações, que se espalharam e ganharam força rapidamente, principalmente entre os jovens adeptos por mudanças políticas e econômicas.

Ainda é muito cedo para afirmar se as mudanças ocorridas trarão mais liberdade e democracia para o Oriente Médio, visto que o processo ainda não se encerrou. O medo das potências ocidentais é exatamente que, por trás da máscara de movimentos liberais, estejam interesses de grupos mais radicais que aproveitem o momento para tomar o poder e afastem ainda mais o ocidente de um entendimento com o mundo Árabe.

Primavera Árabe: Dez consequências que ninguém conseguiu prever

Kevin Connolly

Correspondente da BBC no Oriente Médio

Três anos depois do início dos protestos que ficaram conhecidos como Primavera Árabe, o Oriente Médio ainda está em estado de tensão.

Rebeliões ajudaram a derrubar regimes que estavam consolidados há décadas.

As revoltas começaram com manifestações na Tunísia em dezembro de 2010. No dia 17 daquele mês, o vendedor de rua Mohamed Bouazizi se matou, em um ato de protesto contra as condições de vida no país do norte da África.

O ato gerou a mobilização de milhares nas ruas, pressionando o presidente Zine al-Abidine Ben Ali a deixar o poder, em janeiro. Ben Ali estava no poder havia mais de 20 anos.

Se seguiram protestos no Egito, que antecederam a queda do presidente Hosni Mubarak, e a um conflito na Líbia, que resultou no fim do regime de Muammar Khadafi.

A Primavera Árabe também marcou o início do levante na Síria, país que hoje é palco de uma guerra civil envolvendo simpatizantes e opositores do presidente Bashar al-Assad.

Por outro lado, a onda de protestos também teve outras consequências menos previsíveis.

A BBC preparou uma lista de fatos que, segundo analistas, não eram esperados como resultado das revoltas iniciadas em 2011.

1. Monarquias superam turbulências

As famílias reais do Oriente Médio tiveram bons resultados com a Primavera Árabe até agora. Isso é verdade tanto na Jordânia quanto no Marrocos e nos países do Golfo Pérsico.

Os governos que caíram ou balançaram tinham um sistema de partido único, com forte aparato de segurança, semelhante ao adotado pela União Soviética.

Cada monarquia reagiu de forma diferente para lidar com protestos internos. O Barein usou dura repressão para lidar com manifestantes Catar aumentou salários no setor público nos primeiros meses de protestos.

Além disso, nos reinos do Golfo, a maior fonte de insatisfação pôde ser rapidamente “exportada”: os trabalhadores nas piores condições geralmente são estrangeiros, que podem ter seus vistos de trabalho rapidamente revogados.

2. Estados Unidos não são mais determinantes

No começo, os EUA cultivavam relações boas com Egito, Israel e Arábia Saudita em um cenário que parecia estável há anos. Mas no Egito, os americanos não conseguiram acompanhar o ritmo de mudanças, que levou ao poder o islamista Mohammed Morsi, poucos meses depois deposto pelas Forças Armadas.

Os Estados Unidos gostam de eleições, mas detestaram o resultado do pleito no Egito – uma vitória clara da Irmandade Muçulmana. E não gostam de golpes militares (pelo menos não no Século 21), mas se sentem confortáveis com um regime apoiado por militares, desde que eles se comprometam a manter a paz com Israel.

Os Estados Unidos seguem sendo uma superpotência, mas ela não dita mais o rumo do Oriente Médio.

3. Sunitas contra xiitas

A velocidade na qual os protestos não-armados contra regimes autoritários se transformaram em uma guerra civil na Síria chocou o mundo. Isso elevou as tensões entre os dois grupos em várias outras regiões. Na Síria, a guerra virou praticamente um confronto velado entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita.

Essa rivalidade causou violência sectária também no Iraque, e pode acabar sendo um dos legados mais duradouros da Primavera Árabe.

4. Irã, o vencedor

Ninguém teria conseguido prever que o Irã seria o grande vencedor da Primavera Árabe. No começo do processo, o país ficou marginalizado e enfraquecido com as sanções que vários países impõem devido ao seu programa nuclear.

A Arábia Saudita e Israel estão preocupados com a disposição americana de negociar com o Irã, mas hoje é impossível pensar em uma solução para o conflito sírio sem a participação do país.

5. Vencedores e perdedores

Escolher vencedores e perdedores é difícil. Basta olhar para o caso da Irmandade Muçulmana, principal beneficiário com a queda de Hosni Mubarak no Egito.

Poucos meses depois da eleição que conduziu seu líder Mohammed Morsi à Presidência, em junho de 2012, o movimento estava novamente fora do poder, agora por intervenção das Forças Armadas. O movimento parecia um ganhador com a Primavera Árabe, mas agora já não é mais assim.

6. Curdos beneficiados

O povo do Curdistão, no Iraque, parecem cada vez mais se beneficiar com a Primavera Árabe, podendo até mesmo conseguir fundar o seu próprio país, um antigo sonho.

Mas o futuro da nação, caso venha a ser formada, não parece fácil, já que os curdos enfrentam resistências com todos os países à sua volta – Síria, Turquia e Irã.

7. Mulheres são vítimas

Na Praça Tahrir, no Egito, muitas mulheres foram às ruas para pedir que as mudanças políticas também trouxessem novidades no campo dos direitos humanos.

Mas a decepção das mulheres foi grande. Muitas foram vítimas de agressões e crimes sexuais em público.

Um estudo da Fundação Thomson-Reuters afirma que o Egito é hoje o pior país no mundo árabe para mulheres.

8. Impacto superestimado das mídias sociais

No começo dos movimentos, havia bastante entusiasmo na imprensa ocidental sobre o papel do Twitter e Facebook, em parte porque jornalistas ocidentais pessoalmente gostam das mídias sociais.

Estas redes têm papel importante em países como a Arábia Saudita, onde servem para dar vazão às opiniões que são reprimidas pela imprensa oficial.

No começo, elas também tiveram um papel importante nos protestos, mas isso ficou limitado a pessoas mais educadas e bilíngues. Os políticos liberais, que usaram mais intensamente as redes sociais, não ganharam grande apoio nas urnas.

Já canais de televisão por satélite tiveram influência muito maior, chegando a pessoas analfabetas e que não possuem acesso a internet.

9. Bolha imobiliária em Dubai

Há uma teoria de que o mercado imobiliário de Dubai chegou a um pico, com pessoas ricas em países instáveis – como Egito, Líbia, Síria e Tunísia – comprando casas e apartamentos em lugares mais seguros, como forma de proteger seu patrimônio.

Esse efeito teria sido sentido também em cidades como Paris e Londres.

10. De volta à prancheta

O mapa do Oriente Médio desenhado por França e Grã-Bretanha ao final da Primeira Guerra Mundial parece estar evoluindo. Foi nesta época que surgiram países como Síria e Iraque.

Há muitas dúvidas sobre se esses países continuarão existindo na forma atual daqui a cinco anos.

Uma lição antiga que todos parecem estar reaprendendo é de que revoluções são imprevisíveis, e pode levar anos para que se compreenda exatamente as suas consequências.

Venezuela e o Mercosul

Para entender a atual conjuntura que levou a Venezuela a mergulhar em uma das piores crises de sua história, é necessário lembrar o que representou a figura do ex-presidente Hugo Chaves, morto em 2013. Chaves ganhou a simpatia popular em 1998 após chegar ao poder e promover um governo de claras tendências socialistas, onde com base em setores do exército e na população mais pobre, a qual o via e o vê como uma espécie de messias, conseguiu se perpetuar no poder alterando a Constituição e concentrando boa parte do Executivo em suas mãos. Em uma política folclórica e de claras tendências populistas, seu governo passou a se aproximar de Cuba e se afastar dos EUA, mesmo tendo este como um de seus grandes compradores de petróleo, dependência essa que Chavez buscava diminuir ano a ano com novos parceiros como a China. O objetivo de Chaves era se tornar um líder referência na América Latina, adotando uma política que levaria a Venezuela a médio prazo a um regime denominado de “Socialismo do século XXI” ou também chamado de “Revolução Bolivariana”, em alusão a Simón Bolívar, um dos comandantes das revoluções que levaram as independências dos países latinos no século XIX.

Após a morte de Chaves, seu sucessor e continuador de suas ideias, Nicolás Maduro, enfrenta a força da oposição que não aceita mais a forma como o país é governado, visto que a censura aos meios de comunicação e a escassez de produtos básicos como papel higiênico fizeram com que boa parte dos venezuelanos pedisse sua renúncia em manifestações que já levaram a dezenas de mortes na Venezuela.

A incerteza do futuro da Venezuela também mantém apreensivo os membros do Mercosul (Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Venezuela – membro pleno desde 2012), visto que o país faz parte do grupo. Aliás, muitos analistas veem a existência do bloco econômico apenas como teórico, pois as dificuldades de encontrar um caminho comum para estas nações já fizeram com que vários acordos fossem descumpridos em detrimento de interesses locais. Os mais céticos apontam para a desintegração do Bloco em um futuro próximo, pois as pretensões locais estariam se sobrepondo aos interesses comuns de integração.

COMUNICADO – ALTERAÇÃO DE ENDEREÇO

Comunicamos que o Curso Apogeu, estará em novo endereço, a partir de 02/12/13.

Rua Monsenhor Celso, 269 – entre Marechal  Deodoro e José Loureiro

Telefones para contato: 3015-9694

Esperamos nesta nova localização, agora mais central, poder atender mais facilmente a Pais e Alunos. Agradecemos a confiança em nosso trabalho e que juntos possamos iniciar um bom e promissor período letivo em 2014.

A Direção.